terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A todos os bons momentos com os Meus (que entendem porque desapareço!)

Yo llevo en el cuerpo un motor
Que nunca deja de rolar
Yo llevo en el alma un camino
Destinado a nunca llegar

Me llaman el desaparecida
Cuando llega ya se ha ido
Volando vengo, volando voy
Deprisa deprisa a rumbo perdido


Perdida en el siglo!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A imaginação como artigo definido do Amor

Sabe,
é só mais uma data, mas é mais uma data
que todo mundo tenta chorar um pouco mais alto,
beber um pouco mais pra tentar esquecer a vida
vazia e mecânica que anda levando,
tentando não sentir inveja da felicidade dos outros
e depois embrulhar os presentes e distribuir...

Sei,
é ausente aquilo que esperamos, porque
sonhos são vazios se não realizamos antes
a parte que temos periférica, mas não vemos
em volta um amor sem embrulho, uma conversa,
 uma verdade cevada pelos dias, serões da vida.

Então pensei (pensamos) em uma coisa bela...
"dois caminhantes, uma neblina e a casa que
construímos" (eles - nós - vós) , todos reconstruindo
a grande mensagem, porque tudo aqui é amor,
e por ser assim tão simples torna-se complexo;
não, não gosto  (gostamos) porque todo mundo gosta
(ou diz que gosta), mas porque é belo e porque
nunca vou conseguir conjugar o verbo amar se não
for assim:


nos pronomes íntimos (eu, tu, nós)
conjugar felicidade como verbo e
a imaginação como artigo definido
do Amor.




^^A todos os nossos amigos;

Feliz natal!

                                                         Mara e Bruno.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Contando os cinco dias que faltam com Bethânia

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
E nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu sou
Estrada eu vou
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz ... E ser feliz

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quando Roberto Drummond toma o coração da pessoa ...



E eu comecei a contar o tempo que faltava...

"Às vezes Isabel desaparecia como se tivesse viajado para longe
do Brasil,eu parava diante da Sloper,ficava olhando uma manequim
de vitrine que usava camisola de lingerie como a Ava Garder,hoje
eu sei porque tantos homens paravam e olhavam...

Isabel sempre foi estranha: colecionava receitas de Hong Kong,
era a favor dos estados Unidos na América latina e contra os
Estados Unidos no Vietnã,chamava Fidel Castro de cortador de
cana do Caribe e bastava falar em Che Guevara para ficar com
um cisco nos olhos e querer morrer na selva da Bolívia usando
o nome de guerra de Tânia"

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pelo jeito os ingleses nunca leram Gabriel García Márquez!


Porque Amor, Sexo e Diversão não tem idade porra!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Automat


Uma mulher se senta sozinha com uma xícara de café...

Sim... Eu também me sento sozinha com uma xícara
de café, enquanto fico me imaginando lá dentro
dos ambientes de Hopper com aqueles olhares
distantes, criando aquelas situações: o observador
supondo as consequências. Nós só podemos imaginar
se a cadeira vazia em frente a ela significa que
ela está esperando alguém ou dividiria sua
cadeira com qualquer um que entrar.

domingo, 25 de julho de 2010

Bonnie and Clyde


Fotos: Carol de Andrade

A razão delira, fantasia-se de cínica,
baila ao ritmo dos jogos de linguagem.
Nesse mar revolto, muitos se apegam às
"irracionalidades" do passado,
à religiosidade sem teologia,
à xenofobia, ao consumismo desenfreado,
às emoções sem perspectivas...
E nós conduzimos nossas esperanças
entre as rajadas de balas das desilusões.